Saudades daqui...
Às vezes fico no banho pensando em coisas que eu adoraria escrever no meu bloguinho, me pego instigada e penso tanta coisa quase poética e filosófica, do tipo neutralização, do tipo perder e ganhar mais a frente.
Dia desses conversei com uma amiga do peito: Daguia. Nos questionávamos a que ponto o estudo para concurso nos levou a um isolamento e, também de certa forma, a uma solidão... Eu comentava com ela o quanto eu me acostumei com essa condição e o quanto que temia não conseguir sair dessa. Também falei da saudade que eu tenho de parar o final de semana e dedicá-lo só para os amigos...
Esse comecinho de ano foi uma barra para mim, enquanto eu me apegava ao trabalho e dava de um tudo para vê-lo melhorar, esbarrei em pessoas que pouco se importavam com a imagem do lugar e evidentemente que entramos em choque. Mas, o que me trouxe maior pesar, sem dúvidas, não foi o fato de não conseguir ver aquilo melhorar, e sim o fato de me sentir humilhada (não pela primeira vez, mas da forma mais pública).
Fiquei muito estressada porque o meu trabalho passou a atrapalhar os meus estudos, fiquei aflita porque já não conseguia separar trabalho de vida pessoal.
O fato é que Deus é tão bom que ele me abriu uma porta e pessoas que conseguem perceber a minha garra, o meu caráter, as minhas qualificações, deram-me uma chance para mostrar minhas habilidades em uma Secretaria Municipal.
Estou lá não porque devo favor a alguém (eleitoral*principalmente), mas porque eu tenho um currículo para mostrar e, mais do que isso, porque sou esforçada o bastante para que percebam o quanto se ganha me tendo por perto.
E eu não estou aqui fazendo um marketing pessoal, do tipo: -Ah! eu sou a melhor. Não é nada disso, mas eu tenho de desabafar o quanto é chato você se dedicar, vestir a camisa, usar de toda a sua inteligência para melhorar o funcionamento de um lugar e ter de esbarrar em pessoas (que na verdade deveriam ser as que mais se empenhassem para isso) e simplesmente ser rebaixada....
Mas isso já passou e esse silêncio que durou tanto tempo agora pode ser revelado.
Me sinto em paz e isso é o estado de espírito mais louvável que se pode ter.
Não há nada pior do que se ouvir um nome e sentir náuseas, um aperto no peito, uma tristeza por lembrar de um passado ruim. Isso é péssimo, mas eu aprendi a neutralizar! E se alguém me perguntar eu respondo: isso está neutralizado para mim.
Mas voltando a empolgação de escrever para vocês, queria comentar que voltei a atividade física. Voltei com tanta força que fiquei com os músculos bem doloridos... Tudo por causa de uns saltos alí, pense que não tem gelo que dê conta (rs).
Corridas voltaram a ser uma rotina e isso é ótimo, tirando que na última fiz em 37 minutos, tristeeee.
Os estudos voltaram também ao seu devido lugar na minha vida e aos poucos consigo dar a eles o prestígio que eu quero que tenham.
Por falar em estudo vou já resolver umas questões aqui.
Por hora é só, o silêncio se transformou em palavras e outras virão por aí.
Fiquem com Deus.
Ps.: me sigam no twitter: @Cintia_Azevedo
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