sábado, 14 de setembro de 2013

Se Deus te der um limão, não faça uma limonada, faça uma "mousse", capriche.


POST ESCRITO NO DIA 11/09/2013, publicado hoje.
Quatro anos se passaram desde o tempo em que vivi uma das piores e, de outro lado, uma das melhores experiências da minha vida. Era o ano de 2009 e só hoje eu consigo ter a maturidade e mansidão necessárias para escrever este post.
Para quem acompanha assiduamente o meu blog vai se lembrar que há muito eu havia prometido esse post.
O ano de 2009 foi aquele que jamais esquecerei, uma porque me tirou algo que não podia mais se prolongar e outra porque me trouxe um dos melhores presentes de Deus na minha vida que é o meu atual emprego federal...
O início de 2009 foi marcado por uma fase de transição entre o fim do meu curso de direito e a minha volta para minha cidade Natal. Entre meados de fevereiro e março pude conhecer Fernando de Noronha com o meu pai, sua esposa Elza e o meu irmão mais novo, foi uma viagem belíssima, num lugar paradisíaco e com muita cumplicidade familiar. Foi um lugar que cativei tanto que tenho um desejo imenso de voltar lá.
Em março veio a minha formatura que requereria um post inteiro só para falar dela, dias super especiais entre a colação de grau em que dediquei bravamente meu diploma a Deus e o baile em que eu me sentia a própria princesa num conto de fadas, olhando para mim, meu vestido, todos a minha volta e fazendo uma força tremenda para tentar guardar o máximo de imagens possíveis em minha memória. Uma formatura em que compareceu pessoas que amo muito, reuniu pessoas que jamais imaginei juntas em uma mesma mesa e na qual desejei muito estar com um namorado e pude estar com ele. Namoro esse que só agora me disponho a falar do fim que ocorreu em 26 de junho daquele mesmo ano.
O namoro durou aproximadamente 1 ano e envolveu um início postergado, cheio de dúvidas e ao mesmo tempo de sinceridade (falo por mim). Eu nunca havia namorado de verdade antes e já tinha me predisposto a esperar em Deus. O mesmo Deus que me permitiu passar por essa experiência.
Considerando uma visão do passado e o fato deste ex namorado não ser evangélico estavam instaladas as dúvidas. Por outro lado, com o fato de termos começado a ficar e isso ter se repetido várias vezes, surgiu também a vontade de assumir um compromisso.  Fui muito sincera em dizer-lhe que achava que ele não era o homem de Deus na minha vida e ter começado tudo assim com certeza gerou em nós dois uma expectativa de superação e de substituição muito grande. Não sei se foi um erro de minha parte ter sido tão sincera...
No início achávamos tudo muito fácil e nos víamos como o casal modelo... Eu me sentia conquistada dia após dia, tratada gentilmente, lembrada o tempo inteiro. Ele fazia de tudo para me agradar e acabava conquistando minha família e amigos. Ganhei presentes lindos e dei também. Passamos a ser mais cúmplices e nos moldávamos para aceitar as diferenças. Discutíamos como todo casal e fazíamos as pazes também. O fato de morar um perto do outro nos mantia muito tempo juntos e nem dava para sentir saudades.
Lembro-me de ser tão sincera ao ponto de ter mais segredos com ele do que juntando todos os meus melhores amigos e hoje vejo isso como um erro. Um erro porque o passado amoroso de uma pessoa ao passado pertence e não traz a uma relação nenhum benefício, ao contrário disso traz tortura psicológica. Também me vi muitas vezes  numa relação cheia de ciúmes e não sabia como lidar com isso. Era a primeira relação, cheia de experimentos, com acertos e muitos erros também.
Hoje eu olho para trás e procuro aceitar toda aquela experiência como válida,  principalmente pelo fato de eu ter errado muito também e isso ter me feito crescer. A relação chegou ao fim em razão de muitas desconfianças que um dia se transformaram em certezas. Uma foto que trazia em sua imagem um sentimento que se revelaria como antigo para muitos menos para mim. O fim do relacionamento envolveu uma traição que aos olhos de Deus se já não tinha se concretizado pelas vias de fato, ao menos no pensamento já devia envolver muitas intenções, planos etc.
Foi MUITO doloroso o fim e remetendo a uma conversa do passado em que eu já revelara não suportar traição. Aconteceu que um dia em uma conversa entre amigos, numa dessas viagens para faculdade, foi cogitada a possibilidade de perdão de uma traição e eu afirmara que jamais perdoaria, tendo ele me questionado o que eu faria se após terminar descobrisse que não havia sido traída, tendo eu respondido que lutaria para ter a pessoa de volta. E o fim se cercou exatamente dentro dessa "previsão". Após terminar, comecei a literalmente me humilhar porque os 2 diziam que não haviam me traído, sendo essa afirmação mais uma mentira na minha vida! E falo em mentira porque o vi mentir incontáveis vezes para incontáveis pessoas e me iludi achando que ele só não devia mentir para mim. Não lembro por quanto tempo me humilhei, mas lembro que um dia eu finalmente desisti e passei a aceitar o fim como algo proporcionado e permitido por Deus.
Havia uma revelação por um ser super especial que me dizia: - Você seria muito feliz com ele, MAS NADA COMPARADO AO QUE DEUS TEM RESERVADO PARA VOCÊ!
Passei 6 meses em estado profundo de tristeza. Vivi um luto terrível,  principalmente por começar a ser alvo de chacota nas redes sociais por eles. A relação antes negada agora tinha raízes desde o tempo em que eu e ele namorávamos e isso não era mais segredo para ninguém,  estava lá no orkut para todo mundo ver! Precisava urgentemente me reerguer, precisava ocupar minha cabeça, o meu tempo, a minha vida com pensamentos que me fizessem crescer. Comecei a frequentar a igreja bola de neve, me quebrantava inteira no altar, queria restauração,  purificação,  vontade de viver e acreditar numa nova história linda e escrita pelo dedo de Deus. Juntei minhas forças e clamei a Deus! E como diz a música: Ele escutou o grito do meu fraco coração... E eu que me encontrava sem nada, agora tinha um recomeço de vida e uma história nova e linda, escrita pelo dedo de Deus....
Fui guiada pelo espírito santo para ler um livro: Um Jogo Chamado Amor. Um livro que me ensinou como muitos outros nunca conseguiram, de uma capa inexpressiva, mas de um conteúdo profundo, instigante e restaurador. Cheguei a fazer uma ementa daquele segundo semestre de 2009, vejamos:
CINTIA AZEVEDO. SEGUNDO SEMESTRE DE 2009. MUDANÇA. RETORNO DA PROXIMIDADE COM DEUS. RECONHECIMENTO DE ERROS. MUITO CHORO. ARREPENDIMENTO. ENTREGA. DISPOSIÇÃO PARA SER UM VASO NOVO. SILÊNCIO. SOLIDÃO. CLAREZA. APERFEIÇOAMENTO. ALTERAÇÕES DE MODO DE VIDA. DIVERSAS RENÚNCIAS. DEUS. UM LIVRO. UM LIVRO DE NOME UM JOGO CHAMADO AMOR. LIÇÕES DE COMO AMAR. PERDÃO. LIBERDADE. FELICIDADE. AMIZADE. AMOR E FÉ.
Essa foi uma das piores experiências da minha vida: ter tido esse tipo de término, com desilusões, esquecimento, abandono total, traição, humilhações e chacotas....
Naquele mesmo período comecei a estudar para a receita federal. 2009 era um desses anos cheios de concursos. Resolvi fazer todos que via pela frente e que, claro, se encaixasse com minha formação. Não passei na receita mas fiquei bem colocada em outro, justamente o que estou empregada atualmente, o qual rende um dos testemunhos mais lindos dessa minha humilde história, digno de um post inteirinho só para ele. Quanto ao meu ex, consegui perdoá-lo mesmo que ele não tenha me pedido perdão e ontem (10/09/13) finalmente consegui liberar perdão para aquela terceira envolvida na história. Deus me deu o limão do fim de um relacionamento e eu fiz uma mousse dele com os estudos para se transformarem nessa bênção que é o meu emprego.
Abaixo algumas fotos daquela época...




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