domingo, 8 de abril de 2012

Dois poderes nas mãos, qual escolher?

Diante das mais variadas situações temos sempre dois poderes nas mãos: destruir ou transformar. E entenda transformar abrangendo as atitudes mais nobres.
Essa é mais uma daquelas histórias de saber qual cãozinho alimentar (o bom ou o mau) ou que passos devo realmente dar, que caminho seguir...
Há uma briga constante entre a carne e o espírito e nem os cristãos mais fervoros estão livres dela. Ao lembrar do blog intitulado "não morda a maçã" (http://naomordamaca.com/) senti exatamente como deveria escrever hoje nestas linhas e sobre o quê.
Em julho deste ano fará 3 anos que decidi voltar para a igreja. Passei um tempo do que chamamos de "desviada". Foi um tempo em que a vergonha de Deus por não estar exatamente como ele queria, me fazia não me sentir digna de frequentar a sua igreja. Mas eu voltei e como diz a música: aqui é o meu lugar...
Acontece que dentro destes quase 3 anos não havia me sentido tão tentada como me senti nesse último mês. Me vi diante de uma situação que jamais imaginei estar, me vi como alguém que um dia, em certo ponto, recriminei muito. Explico: vi uma ajuda se transformar em amizade e uma amizade quase se transformar em desejo. Refleti sobre cada ponto e sobre cada atitude tomada e a tomar. Como contornar essa situação? A razão bateu a porta e gritou que ceder a tudo aquilo estava ferindo a Deus.
Quando colocamos Deus diante das nossas atitudes, mesmo que saibamos que também há pessoas que podem se ferir, mesmo que façamos um trabalho de empatia com essas pessoas, há um juízo ainda maior nos mostrando o quanto errado estamos. É difícil para as pessoas entenderem como ter esse contato diário com Deus, esse temor, essa reverência e o medo de decepcioná-lo. Se todos passassemos por essa auto-análise forçada pelo espírito santo, certamente não assistiríamos os horrores que assistimos todos os dias na tv ou que inevitalvemente tomamos conhecimento seja qual for o meio de transmissão.
Mas esse post de hoje é para chamar a atenção das pessoas que não se sensibilizam com as situações ou relações já formadas, com toda uma experiência construída e, ao contrário disso, simplesmente pensam em si próprios, agindo de uma forma leviana e ferindo principalmente a Deus.
Como falei, temos dois poderes nas mãos: um para destruir e outro para transformar. Se eu inevitavelmente me deparei com uma situação já constituída, eu poderia investir naquilo e usar o poder de destruição para machucar outra pessoa, algo que eu não quero que aconteça comigo, como também jamais desejei que tivesse acontecido no passado, mas ao contrário disso, trabalhei para transformá-lo, reduzí-lo até que ele desaparecesse, até que virasse uma lição e eu soubesse extrair o melhor disso tudo sem ferir a Deus....
Se me perguntassem como cheguei a tal ponto, poderia simplesmente responder que não sei ou ser bem sincera como sempre tenho sido e dizer que há uma série de fatores que implicaram para que isso acontecesse. Mas demonstrar cada um desses fatores seria despedaçar uma flor sem necessidade.
Isso porque não importa agora como eu cheguei aqui, quais condições me tornaram "sensível", mas o quanto me esforcei para sair....
Não quero morder a maçã e estou usando o meu poder de transformar ao invés de destruir. Fica a dica. Percebo o quanto o mal tem se levantado contra mim e o quanto eu tenho demonstrado que sou forte em Cristo....
Ps.: Pesquisando sobre o pecado achei um cartaz interessantíssimo no blog do "Voltemos ao Evangelho", o qual compartilho com vocês.
http://voltemosaoevangelho.com/arquivos/pdf/Jim_Elliff_-_35_Razoes_para_Nao_Pecar_cartaz.jpg

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