quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Viagem do ano: Chile


Já se passaram 4 meses daquela que foi, sem dúvidas, a viagem mais mágica da minha vida.  
Escolhemos o destino com bastante antecedência e diante da primeira viagem internacional, o leque de possibilidades era muito amplo. Conseguimos chegar a duas opções: Chile e Argentina, e agora as pesquisas de Internet definiriam a melhor entre elas. A maioria dos sites pesquisados apontavam ser o Chile e então aproveitamos a antecedência para comprar as passagens por um valor mais acessível (eis a primeira economia), compramos as passagens eu, minha mãe e a amiga Daguia (que infelizmente precisou desistir). Fizemos um trecho saindo no dia 23 de agosto de Natal, chegando em Santiago no dia 24 pela manhã e a volta ficou no dia 30 de agosto saindo de lá,  chegando em Natal no dia 31 do mesmo mês. Portanto, foram 7 corridos dias na tentativa de conhecer o Chile que hoje vejo como pouco, mas que conseguiram concentrar as principais atrações num raio menor de área. Não deu para visitar as regiões como: Deserto do Atacama (com suas águas termais), Ilha de Páscoa,  Puerto Montt ou Puerto Varas (na famosa região dos lagos) e nem Punta Arenas deixando aquele gostinho de quero mais. Quero voltar um dia para conhecer! Pois bem, passando a parte introdutória, começo a contar o dia a dia dessa viagem inesquecível....

Primeiro dia.

No dia da viagem saímos eu e mainha para o aeroporto com mais de uma opção de roupa (uma por cima da outra) e um casaco na mão. Acho que foi uma boa escolha, alternamos de temperatura várias vezes na viagem. Ficamos algumas longas horas no aeroporto de Guarulhos esperando o nosso vôo para o Chile e passamos numa agência do BB que há lá especializada em fornecer o famoso visa travel Money - VTM. Essa foi a segunda economia, só não foi melhor por inexperiência mesmo. Minha mãe tinha feito um VTM da empresa de câmbio Sol em Natal mesmo, só que este cartão lhe trouxe muito desgosto e eu havia guardado boa parte do dinheiro em espécie na esperança de trocar ao chegar no Chile. Aprendemos com isso que diante do planejamento a longo prazo, o ideal é aproveitar a baixa do dólar para abastecer o VTM e levar a menor quantia possível em cash.
Fizemos o checking e ao entrar para a sala de embarque nos perdemos entre as alças do aeroporto, isso porque os painéis mostravam voos com o mesmo destino, pela mesma companhia (TAM) e quase no mesmo horário!!! Corremos tanto de um lado para o outro no intuito de não perder o vôo que aquela bota linda da santa lolla agora me presenteara com terríveis calos que duraram por muitossss dias.
Entramos na aeronave, vôo internacional... aeronave imensa, com um cardápio delicioso e o mais incrível: o céu estava aberto e dia ensolarado.
De repente, o chefe de cabine avisa que estávamos sobrevoando as Cordilheiras dos Andes. O senhor chileno que estava entre mim e minha mãe cedeu seu lugar para que ela ficasse no meio. É que eu já estava na janela... Comecei a ficar extasiada com tamanha obra do Senhor. Passamos tão pertinho daquelas imensas montanhas, o gelo já estava começando a querer derreter, mas era tudo muito branquinho ainda. Tiramos tantas fotos quanto pudemos, eu mesma queria mais do que tudo guardar na memória, então deixei os cliques aos cuidados da mamis enquanto eu só admirava. 
Terra firme!!! Passamos pela polícia internacional, pela identificação, depois partimos para um caixa eletrônico, do qual eu só vi no aeroporto para sacar direto no banco do Brasil só que na moeda do peso chileno. Taxistas suuuuuper solícitos, mas cuidado para não cair na lábia do primeiro que vir, dá para pechinchar o translado até o hotel e eu só percebi isso depois....
Seguimos para o hotel principado (cuidado com o nome do hotel, só no mesmo quarteirão há pelo menos uns 3 com esse nome),  deixamos a bagagem e seguimos para o Mercado Central. No caminho fomos pela Av. Providencia e nos deparamos com diversas avenidas fechadas para a prática de ciclismo, caminhada e trânsito apenas de pedestres (nos domingos é comum essa prática). Vimos muitos policiais (carabineiros) pelas ruas, tiramos até fotos com eles e perdemos a oportunidade de conhecer os museus da cidade que ficam abertos aos domingos e fecham nas segundas para manutenção.  Mas foi divertido e saboroso conhecer os frutos do mar do Chile no Mercado Central. Não tem como não perceber a diferença entre os de lá e os de cá. Comi o melhor salmão da minha vida!!! Na volta da caminhada estava ainda mais frio que na ida, só faltamos congelar no meio do caminho. A sorte é que o quarto do hotel era tão quentinho....
A noite já conhecemos de cara o Pátio Bela Vista (local em que reúne gastronomia, loja de artigos, semi-jóias, roupas e cultura) e jantamos num restaurante e pizzaria excelente por nome de ZOCCA (recomendadíssimo). Voltamos de táxi para o hotel embora estivéssemos a apenas uns 300 metros dele, por pura segurança e em razão do horário. 

Segundo dia.

O segundo dia que caiu numa segunda-feira eu havia reservado para conhecer atrações turísticas, o grande problema é que na segunda muitas delas fecham para manutenção! Aproveitamos então para conhecer o “centrão”, trocar um pouco mais de dinheiro... Foi então que pegamos o metrô pela primeira vez lá (e olha que o metrô cobre quase toda Santiago, é de excelente qualidade e silencioso, só é bom ficar muito atento aos pertences para evitar os famosos pequenos furtos). Conhecemos a Plaza de Armas, a praça mais famosa da cidade e na qual é possível encontrar muitos artistas de rua, a Catedral, Correio Central, o Museu Histórico Nacional, Edifício da Municipalidade de Santiago (“Prefeitura”).
A tarde fomos a uma visita agendada com antecedência para conhecer o Palacio de La Moneda (agende no site: http://www.gob.cl/la-moneda/ven-a-conocer-la-moneda/), lugar onde fica o presidente da república e de grande riqueza histórica. Vale a pena combinar essa visita com o dia em que ocorre a troca da guarda presidencial (calendário disponível em: http://www.gob.cl/la-moneda/cambio-de-guardia/), nós não conseguimos ver esse evento oh...
A noite fomos novamente ao Pátio Bela Vista, mas o jantar nós conseguimos pela graça de Deus que fosse no "Como Agua para Chocolate", que por sinal foi o melhor dentre todos os restaurantes que nós fomos! Pedi o “Filete de Vigor y Pasión”, a carne era tão suculenta e o molho de dar água na boca. Gostamos muito dali!!

Terceiro dia. 

Era uma terça-feira. Dia de conhecer a neve!!! Não vou negar que para mim foi a atração mais esperada. Tentei pesquisar bem as agências que fazem o passeio, mas acabei indo por uma indicada pelo hotel (o que eu não recomendo em razão do preço e da assistência que não foi compatível). Tirando esse pequeno detalhe, fomos apanhadas no hotel e seguimos para o Valle Nevado. Uma subida com aproximadamente 60 curvas bem fechadas e que me causou muito enjôo. Fomos numa lojinha que aluga as roupas de frio e alugamos quase todo tipo de acessório (que para nossa surpresa acabamos tirando vários deles lá em cima por causa do calor que fazia, pois era dia de sol). Enquanto subíamos aquela montanha e eu já começava a ver a neve ainda mais próxima, passava um filme na minha cabeça de tudo o que eu havia vivido para chegar até ali.  Não que fosse o maior dos meus sonhos conhecer a neve, mas aquilo era algo, até então, tão inacessível para mim, algo que parecia que demoraria muitos anos para acontecer. Eu não conseguia olhar para aquela neve e não agradecer a Deus por tanto amor que Ele tem por mim. Meus olhos se encheram d'água.
Conhecemos um casal de brasileiros muito especiais: a Nara e o Zeca (lá da Brasília) e eles seriam nossos companheiros de viagem daquele dia em diante. Todos fizemos aula de esqui, até a minha mãe encarou essa aventura. Eu me senti muito a vontade com o equipamento, meu equilíbrio é algo extraordinário! Brinquei muito na neve, me senti literalmente como uma criança.  Eu ficava pegando na neve para tentar lembrar da sensação (remeti a infância quando mastigava gelo do congelador kkkkk, a consistência é a mesma...). Desci várias vezes a pista de iniciantes até me sentir segura para descer a pista intermediária, super rápida e perigosa (Meu Deus e bota rápida nisso, só vim cair nela). Mas quando cheguei lá em baixo minha parada foi triunfal, parecia uma profissional, enchi o peito e sai como se já fosse uma veterana (muitos risos). Pensei ter combinado com minha mãe que ela descesse e me encontrasse lá em baixo. Mas diante do confronto de informações, ela ficou lá em cima me esperando e eu lá embaixo esperando por ela um tempão. Então alguém me avisou que ela estava aflita e eu sai feito louca ao encontro dela. A sorte era que a Nara e o Zeca estavam com ela :) ufaaa
Na volta seguimos direto para o Cerro Santa Lucia (um dos montes situados no meio da cidade, com uma santa no alto e um mirante aos seus pés). Apreciamos a cidade dali e depois fomos a uma freirinha quase em frente. Depois disso a Nara e o Zeca seguiram para o flat onde estavam hospedados, enquanto eu e mainha seguimos para o Costanera Center (um conjunto de quatro edifícios edificados na interseção da Avenida Andrés Bello com a Avenida Nueva Tajamar, cujo edifício central tem 300metros de altura), fomos conhecer por indicação da Nara o centro comercial que ocupa os quatro primeiros andares, visitamos algumas lojas, ficamos bem impressionadas com o luxo do shopping, jantamos em um restaurante onde as garçonetes falavam super rápido e também não me entendiam. Foi o lugar onde mais sofri com a língua espanhola... Não entendi nada que tava escrito no cardápio e lamentei o fato de nunca ter dado muita atenção ao espanhol.

Quarto dia.

Dia de conhecer a Vinícola Concha y Toro. Passeio com mais de meia de hora no metrô e um deslocamento final de ônibus ou de táxi, também requer agendamento prévio (basta visitar o site: http://www.conchaytoro.com/web/tour/?lang=pt-br).  Lugar muito bonito, história interessante e uma paisagem tão agradável.  Foi muito bom, apesar de não ter o hábito de beber vinhos, valeu pelo turismo.

Quinto dia.

Depois de muita argumentação da mamãe,  resolvemos fazer deste dia um dia de visita a Casa de Pablo Neruda que fica situada na praia de Isla Negra. Lugar do qual não nos arrependemos, na verdade voltamos encantados de lá,  inclusive o Zeca e a Nara. A casa tem formato de barco e às vezes de locomotiva. Um verdadeiro sonho de crianças.  Esculturas, conchas, garrafas de vidro com desenhos em terra por dentro, tantas coleções que dá para ter a sensação de que Pablo Neruda era uma eterna criança. Muito bom esse passeio, mas requer quase um dia inteiro por causa da viagem de ônibus. 
A noite o jantar ficou por conta da lanchonete Ciudad Vieja, situada na esquina da rua Constitucion, indicada pelo aplicativo SGO do Trip Adviser como um dos melhores sanduíches da cidade. Super recomendo!

Sexto e último dia.

Foi aquele em que tentamos compensar o programado para conhecer os museus. Deixamos nossas bagagem no flat da Nara e do Zeca e tomamos destinos diferentes. Evidentemente que não daria para conhecer todos os museus, então, diante de ter conhecido a parte história da ditadura no chile na visita ao Palácio de La Moneda e a casa de Pablo Neruda, cheguei a conclusão de que o primeiro museu que deveríamos conhecer deveria ser o Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Museu muito rico de informações da época da ditadura, um pouco distante de onde estávamos, mas super acessível de metrô.   Não deu tempo de visitar outros museus... :(
A ida para o aeroporto foi super preocupante. Havia um engarrafamento enorme. O Zeca orou todo o traslado para que conseguíssemos chegar a tempo. Passamos pelo Free Shop e compramos algumas coisas, o dólar tava bem alto....
Em São Paulo aproveitamos para tricotar muito eu e a Nara, o que gerou muito ciúme na mamãe...
Então vamos aos saldos: 
POSITIVOS: 
- Compra das passagens com antecedência nos gerou bastante economia.
- Escolha do hotel (Hotel Principado), super perto do Pátio Bela Vista, nos rendeu noites maravilhosas de jantares saborosos e sem contar a localização que nos possibilitava conhecer muita coisa só caminhando. Além do precinho....
- Conhecemos os principais pontos turísticos da cidade
- Conhecemos uma praia, no caso Isla Negra, e a casa mais amada de Pablo Neruda
- Conhecemos a NEVE!!!! A escolha do mês foi fundamental para isso!
- Conhecemos a Vinícula mais famosa, 2 Cerros, o maior shopping e comemos muito bem...

PONTOS NEGATIVOS
- Não ter colocado a maior parte dos recursos financeiros no VTM do Banco do Brasil
- Não ter conhecido a região dos lagos e nem o deserto do atacama (logo quando estava nevando após 30 anos)
- Não ter prestado atenção no fato dos museus e outros pontos turísiticos fecharem na segunda-feira

PS: A quem interessar viajar para o Chile recomendo baixar um aplicativo para celular chamado Santiago City Guide da trip advisor (disponível em: http://www.androidpit.com.br/pt/android/market/apps/app/com.tripadvisor.android.apps.cityguide.santiago/Santiago-City-Guide). Esse aplicativo me ajudou em vários momentos, principalmente quando eu queria saber a que distância eu estava de determinado lugar e como eu deveria fazer para chegar caminhando. É que ele também funciona como gps, mas bem mais direcionado aos pontos turísticos, valeu muito mais do que todas as pesquisas que fiz na internet.


sábado, 14 de setembro de 2013

Se Deus te der um limão, não faça uma limonada, faça uma "mousse", capriche.


POST ESCRITO NO DIA 11/09/2013, publicado hoje.
Quatro anos se passaram desde o tempo em que vivi uma das piores e, de outro lado, uma das melhores experiências da minha vida. Era o ano de 2009 e só hoje eu consigo ter a maturidade e mansidão necessárias para escrever este post.
Para quem acompanha assiduamente o meu blog vai se lembrar que há muito eu havia prometido esse post.
O ano de 2009 foi aquele que jamais esquecerei, uma porque me tirou algo que não podia mais se prolongar e outra porque me trouxe um dos melhores presentes de Deus na minha vida que é o meu atual emprego federal...
O início de 2009 foi marcado por uma fase de transição entre o fim do meu curso de direito e a minha volta para minha cidade Natal. Entre meados de fevereiro e março pude conhecer Fernando de Noronha com o meu pai, sua esposa Elza e o meu irmão mais novo, foi uma viagem belíssima, num lugar paradisíaco e com muita cumplicidade familiar. Foi um lugar que cativei tanto que tenho um desejo imenso de voltar lá.
Em março veio a minha formatura que requereria um post inteiro só para falar dela, dias super especiais entre a colação de grau em que dediquei bravamente meu diploma a Deus e o baile em que eu me sentia a própria princesa num conto de fadas, olhando para mim, meu vestido, todos a minha volta e fazendo uma força tremenda para tentar guardar o máximo de imagens possíveis em minha memória. Uma formatura em que compareceu pessoas que amo muito, reuniu pessoas que jamais imaginei juntas em uma mesma mesa e na qual desejei muito estar com um namorado e pude estar com ele. Namoro esse que só agora me disponho a falar do fim que ocorreu em 26 de junho daquele mesmo ano.
O namoro durou aproximadamente 1 ano e envolveu um início postergado, cheio de dúvidas e ao mesmo tempo de sinceridade (falo por mim). Eu nunca havia namorado de verdade antes e já tinha me predisposto a esperar em Deus. O mesmo Deus que me permitiu passar por essa experiência.
Considerando uma visão do passado e o fato deste ex namorado não ser evangélico estavam instaladas as dúvidas. Por outro lado, com o fato de termos começado a ficar e isso ter se repetido várias vezes, surgiu também a vontade de assumir um compromisso.  Fui muito sincera em dizer-lhe que achava que ele não era o homem de Deus na minha vida e ter começado tudo assim com certeza gerou em nós dois uma expectativa de superação e de substituição muito grande. Não sei se foi um erro de minha parte ter sido tão sincera...
No início achávamos tudo muito fácil e nos víamos como o casal modelo... Eu me sentia conquistada dia após dia, tratada gentilmente, lembrada o tempo inteiro. Ele fazia de tudo para me agradar e acabava conquistando minha família e amigos. Ganhei presentes lindos e dei também. Passamos a ser mais cúmplices e nos moldávamos para aceitar as diferenças. Discutíamos como todo casal e fazíamos as pazes também. O fato de morar um perto do outro nos mantia muito tempo juntos e nem dava para sentir saudades.
Lembro-me de ser tão sincera ao ponto de ter mais segredos com ele do que juntando todos os meus melhores amigos e hoje vejo isso como um erro. Um erro porque o passado amoroso de uma pessoa ao passado pertence e não traz a uma relação nenhum benefício, ao contrário disso traz tortura psicológica. Também me vi muitas vezes  numa relação cheia de ciúmes e não sabia como lidar com isso. Era a primeira relação, cheia de experimentos, com acertos e muitos erros também.
Hoje eu olho para trás e procuro aceitar toda aquela experiência como válida,  principalmente pelo fato de eu ter errado muito também e isso ter me feito crescer. A relação chegou ao fim em razão de muitas desconfianças que um dia se transformaram em certezas. Uma foto que trazia em sua imagem um sentimento que se revelaria como antigo para muitos menos para mim. O fim do relacionamento envolveu uma traição que aos olhos de Deus se já não tinha se concretizado pelas vias de fato, ao menos no pensamento já devia envolver muitas intenções, planos etc.
Foi MUITO doloroso o fim e remetendo a uma conversa do passado em que eu já revelara não suportar traição. Aconteceu que um dia em uma conversa entre amigos, numa dessas viagens para faculdade, foi cogitada a possibilidade de perdão de uma traição e eu afirmara que jamais perdoaria, tendo ele me questionado o que eu faria se após terminar descobrisse que não havia sido traída, tendo eu respondido que lutaria para ter a pessoa de volta. E o fim se cercou exatamente dentro dessa "previsão". Após terminar, comecei a literalmente me humilhar porque os 2 diziam que não haviam me traído, sendo essa afirmação mais uma mentira na minha vida! E falo em mentira porque o vi mentir incontáveis vezes para incontáveis pessoas e me iludi achando que ele só não devia mentir para mim. Não lembro por quanto tempo me humilhei, mas lembro que um dia eu finalmente desisti e passei a aceitar o fim como algo proporcionado e permitido por Deus.
Havia uma revelação por um ser super especial que me dizia: - Você seria muito feliz com ele, MAS NADA COMPARADO AO QUE DEUS TEM RESERVADO PARA VOCÊ!
Passei 6 meses em estado profundo de tristeza. Vivi um luto terrível,  principalmente por começar a ser alvo de chacota nas redes sociais por eles. A relação antes negada agora tinha raízes desde o tempo em que eu e ele namorávamos e isso não era mais segredo para ninguém,  estava lá no orkut para todo mundo ver! Precisava urgentemente me reerguer, precisava ocupar minha cabeça, o meu tempo, a minha vida com pensamentos que me fizessem crescer. Comecei a frequentar a igreja bola de neve, me quebrantava inteira no altar, queria restauração,  purificação,  vontade de viver e acreditar numa nova história linda e escrita pelo dedo de Deus. Juntei minhas forças e clamei a Deus! E como diz a música: Ele escutou o grito do meu fraco coração... E eu que me encontrava sem nada, agora tinha um recomeço de vida e uma história nova e linda, escrita pelo dedo de Deus....
Fui guiada pelo espírito santo para ler um livro: Um Jogo Chamado Amor. Um livro que me ensinou como muitos outros nunca conseguiram, de uma capa inexpressiva, mas de um conteúdo profundo, instigante e restaurador. Cheguei a fazer uma ementa daquele segundo semestre de 2009, vejamos:
CINTIA AZEVEDO. SEGUNDO SEMESTRE DE 2009. MUDANÇA. RETORNO DA PROXIMIDADE COM DEUS. RECONHECIMENTO DE ERROS. MUITO CHORO. ARREPENDIMENTO. ENTREGA. DISPOSIÇÃO PARA SER UM VASO NOVO. SILÊNCIO. SOLIDÃO. CLAREZA. APERFEIÇOAMENTO. ALTERAÇÕES DE MODO DE VIDA. DIVERSAS RENÚNCIAS. DEUS. UM LIVRO. UM LIVRO DE NOME UM JOGO CHAMADO AMOR. LIÇÕES DE COMO AMAR. PERDÃO. LIBERDADE. FELICIDADE. AMIZADE. AMOR E FÉ.
Essa foi uma das piores experiências da minha vida: ter tido esse tipo de término, com desilusões, esquecimento, abandono total, traição, humilhações e chacotas....
Naquele mesmo período comecei a estudar para a receita federal. 2009 era um desses anos cheios de concursos. Resolvi fazer todos que via pela frente e que, claro, se encaixasse com minha formação. Não passei na receita mas fiquei bem colocada em outro, justamente o que estou empregada atualmente, o qual rende um dos testemunhos mais lindos dessa minha humilde história, digno de um post inteirinho só para ele. Quanto ao meu ex, consegui perdoá-lo mesmo que ele não tenha me pedido perdão e ontem (10/09/13) finalmente consegui liberar perdão para aquela terceira envolvida na história. Deus me deu o limão do fim de um relacionamento e eu fiz uma mousse dele com os estudos para se transformarem nessa bênção que é o meu emprego.
Abaixo algumas fotos daquela época...




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