sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Férias 2010 em Brasília Parte II - Momento Histórico


Uma coisa é ler livros de história sobre determinado acontecimento, em determinada data, com determinadas pessoas. Outra coisa bem diferente é você viver aquele momento.
Dia 01 de janeiro de 2011 - Posse da Presidente eleita Dilma Rousseff.
Venho lhes contar de um dos momentos mais fascinantes que vivi na minha vida que foi poder presenciar a posse da primeira mulher presidente deste país.
Já passava das 12:00 horas quando me levantei depois de algumas horas de sono, tendo em vista a virada de ano, tomei um banho quente, vesti uma roupa bem quentinha para não sentir frio (estava chovendo bastante), e disse categoricamente para a família aonde iria: ver a posse da Dilma.
Coloquei uma sandália rasteira que não estava a altura dos trajes, mas, com certeza, suportaria longas caminhadas que estavam por vir....
Minha tia Tânia então recebeu um telefonema do chefe dela, o Deputado, e teria que ir até o gabinete dele para pegar os convites que ele havia recebido para participar da cerimônia no Itamaraty. Daí, ela me convidou para ir com ela e lá veríamos uma forma de chegarmos mais perto da Presidente.
Chegamos no anexo da Câmara, conseguimos pegar todos os convites e caminhamos até o plenário da Câmara, onde ocorria a cerimônia de posse. Com uma funcionária tão influente da casa como a minha tia é, chegamos até a porta do plenário, quando consegui filmar a Dilma, mas não entramos porque o nosso adesivo não nos dava acesso até lá...
Então pudemos aguardar a PR junto da imprensa, momento em que me passa o Hugo Chaves (que eu não sou fã mesmooooo) e aproveitei para tirar diversas fotos dele, já que ele é um chefe de Estado né... Ele tava distante de mim 1 metro no máximo e dava entrevista a algumas emissoras de TV. Nesse momento a Dilma passa dentro de um tumulto sem fim e eu nem a vejo (rs), fiquei um pouco chateada mas não perdi as esperanças....
Finalmente conseguimos passar para o lado da entrada do congresso (entrada principal), ela passaria por alí e aí eu conseguiria filmá-la numa boa. Dito e feito, consegui! Filmei ela sorrindo e acenando para todos, seguindo para descer a rampa do CN.
Aproveitei a empolgação dos poucos que alí estavam e corri para o lado de fora também. Consegui a melhor visão que se poderia ter de tudo, estava folgado alí na lateral do início da rampa e eu podia ver toda a solenidade com gritos ao fundo, hino tocando e tiros de canhões.
Era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e cada manifestação dava mais adrenalina ainda. Os tiros de canhão não assutavam, pelo contrário, dava um friozinho na barriga de que aquilo tudo era real e eu não estava vendo pela TV, eu tava alí e fazia parte daquele momento histórico.
Mas o que mais me emocionou foi quando ela caminhava já lá em baixo passando pelos militares e o povo gritava o seu nome, acenava, fazia coros de um lado: "olê, olê, olê, olá Dilma, Dilma" e do outro a multidão só gritava. Bota emoção nisso. A música tocando e os aviões passando com voos rasantes puxando a multidão ao delírio.
Foi então que percebi meu rosto molhado de lágrimas que nem senti cair....
Pensava comigo o quanto é magnífico conquistar o ápice de uma carreira, o quanto é mágico realizar o maior sonho. Me vi no lugar dela, tentei sentir o que ela devia estar sentindo com um nó na garganta e uma vontade imensa de chorar.
No lugar dela eu não sei se aguentaria não me ajoelhar e erguer as mãos para os céus, simbolizando que tudo aquilo estava acontecendo por vontade de Deus.
Eu, inevitavelmente, choraria. Eu não conseguiria aguentar não sei quantas mil pessoas gritando o meu nome, realizados tanto quanto eu....
Então, ela seguiu no carro e eu caminhei até o Palácio do Planalto para ver a passagem da faixa presidencial e a despedida do Lula. A multidão gritava o nome dos dois, era uma dupla satisfação: Lulaaaaaaaaaa, Dilmaaaaaaaaaaa; Dilmaaaaaaaaaaa, Lulaaaaaaaaaa.
O abraço carinhoso deles, a lembrança do vice, o hino nacional de novo e eu cantando, vivendo e me realizando.
Depois de tanta emoção e de viver um momento histórico como esses, digno de toda ovação que ocorreu. Me senti exausta e fui para casa passar o resto do dia narrando, ou ao menos tentado, todos os momentos que presenciei, toda a alegria....
De agora em diante nos resta torcer para que tudo dê certo, mesmo aqueles que não votaram ou não gostam dela. Não adianta amaldiçoar, lembra o que eu escrevi num post anterior...
Precisamos ser otimistas! Vai dar tudo certo! Em nome de Jesus!

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