Nesses últimos tempos eu tenho dito tanto isso: Deixa o espírito santo que habita em você se manifestar, deixa ele agir. Para quem não entende muito isso fica a noção de que parece que eu to falando em aguma manifestação do tipo de ficar se debatendo e não é nada disso.
Só há pouco tempo pude entender o que isso significava ao certo. Entender a tríplice personificação de Deus em: Pai, Filho e Espírito Santo é bem mais profundo do que se possa imaginar.
Até então eu conseguia entender o que queria dizer suas definições em "Pai" e "Filho", mas Espírito Santo eu não conseguia...
Li um livro chamado "A Cabana" e até curti um pouco no começo, embora não acreditasse muito naquela caracterização dos três: P, F e ES. No entanto, quando fui chegando ao final do livro, comecei a discordar de uma porção de coisas, aí parei de ler vez.
Espírito Santo é o contato mais íntimo entre o pai e nós, é a forma em que Deus se manifesta realizando revelações, milagres e até abençoando. Sua manifestação em nós se dá quando começamos a agir sentindo a sua presença e fazendo sua vontade sem que nem percebamos, é como se fossemos instrumentos na mão dele e as pessoas pudessem ver um pouquinho dele em nós. O brilho das nossas vidas mudam e quando colocados numa situação desconfortável ele começa a nos mostrar o quanto aquilo é errado, o quanto aquilo o machuca, o decepciona.
Pude sentir o espírito santo que habita em mim GRITAR quando me atrevi a entrar em uma boate em Recife com amigos após o show de Cranberries. Senti-me como o André Luiz no umbral (livro e filme: Nosso lar, que assisti ainda que não seja espírita). Senti uma das sensações mais esquisitas de minha vida e pensei que se morresse alí certamente não iria para o céu. Então comecei a chorar e pedir para ir embora.
Por mais que eu ainda tenha me arriscado a entrar em um lugar tão promíscuo como aquele, ainda que tenha feito para não desapontar aqueles que estavam comigo, o espírito santo que habita em mim falou mais alto e me disse o quanto aquilo estava errado.
Talvez a experiência mais profunda daquele final de semana tenha sido exatamente a percepção do quanto eu tenho me aproximado de Deus e o quanto temo desapontá-lo.
Diante de uma campanha em que se vê tanto o nome dele sendo proferido, muito me preocupei que Dilma tivesse dito aquela mensagem: "nem Deus me tira essa vitória". Mas de todas as pesquisas que realizei nada encontrei além de mensagens de twitter, e por isso não a condenei.
Aliás quem somos nós para condenar alguém?
Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
Sofro em ver parte do meu país tão demagogo e tão hipócrita, plantando o ódio, a discriminação, o preconceito e ainda usando o nome de Deus para isso!
Sofro em ver que pessoas simplesmente abaixam suas cabeças para um líder, o pastor ou padre, ou quem quer que seja. Eles estão nestes cargos para nos orientar ESPIRITUALMENTE e não para mandar em nós. Não sou serva do pastor, sou serva de Deus.
Oro e rogo para que as pessoas ajam com amor e não com ódio, que ajam com ÉTICA e com HONESTIDADE, porque muitos sabem criticar, mas por trás fazem as mesmas malandragens...
Não estou me intitulando de santa, ainda que a santidade deva ser uma busca constante em minha vida, só estou clamando que as pessoas ajam com AMOR, com o mínimo de RESPEITO e TOLERÂNCIA.
Me sinto, por vezes, numa ditadura moral hipócrita em que aparentemente todos são certos e apenas os políticos é que são os errados. Se começassemos a mudar as nossas atitudes dentro de casa, talvez pudéssemos dar exemplos....
Sou evangélica, mas sou muito mais CRISTÃ do que evangélica. Me envergonho do que meus irmãos têm feito nessas eleições ao instigar o ódio nos outros, ao dizerem até que Dilma vai para o inferno. Para eles deixo um recado: - Não há um só pecador que não seja merecedor do perdão de Deus. E lembrem-se, pela graça sois salvos....
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